
Um pouco de compaixão já basta para se deixar envolver pelo longa de estréia do diretor de publicidade Craig Gillespie. A melancolia do personagem principal é tanta que ele decide comprar uma “namorada” pela Internet. Isso mesmo. Por um bom preço e alguns cliques pede pela rede uma rosada boneca plástica. A tal garota ideal. Toda ela seguindo as especificações de Lars: boa largura dos quadris, o perfeito tamanho de busto. Quando sua “companheira” chega pelo correio, se inicia uma curiosa história sobre a solidão e suas tristes consequências.
Um filme bem acabado, competente na escolha dos enquadramentos, econômico na trilha musical. Mas o talento de Ryan Goslin (Lars) se destaca. Um grande ator. E não uso o adjetivo de maneira leviana, não. Desde o pungente Tolerância Zero (The Believer) já dava para notar sua força. O rapaz tem no currículo também uma indicação ao Oscar por Half Nelson (2007), que não chegou a estrear no Brasil. Seu carisma é o “algo a mais” de Garota Ideal.

Quinta-feira, 20:00h. Um encontro de duas horas com o documentarista Eduardo Coutinho, organizado pela Casa do Saber. Fui sem pestanejar. O diretor expôs sobre seu método e filosofia de filmagem. Com seu mal-humor e cigarros costumeiros, Coutinho ratificou seu cinema pautado pelo humanismo, pela ética e compreensão do “outro”.









